quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Assim

Tem sido assim
verdadeiro
e foi também
inesperado.

Um dia sim
um dia não
um dia bom
o outro em vão.

Passando a vez
até fingindo
ainda amigos
ainda sorrindo.

Um dia foi e
a noite enfim
você parou
caiu por mim

Na hora que
eu disse adeus
te tive então
nos braços meus.

Três vezes você
minha boca beijou
três vezes assim
me conquistou.

Então te quis,
te quis para mim
Mas disse adeus
mesmo assim.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Menina Que Queria Ser Tudo

De sozinha que era a menina vivia procurando. Não podia imaginar que por sentir falta de tudo acabava buscando incessantemente o nada. No vazio dos seus dias ela brincava de entender o que é ser feliz, inventava uma satisfação e fazia de conta alguns sorrisos sabendo que, na verdade, de muito carecia e de pouco entendia. Ela queria ser o chão e acabava pisoteada, queria ser o ar e acabava reciclada, queria ser um vício mas acabava largada, queria ser o sonho e assim não se realizava. A menina via em todos o início de uma bela história e quase nunca se via pertencente a uma delas, figurava os romances e contava as comédias mas nada amava e de nada ria. Lembrava de quando ela importava muito sem significar nada, de quando não tentava e conseguia. Sentia inveja dela mesma em outros tempos que viveu. Ela queria ser tudo aquilo que já foi mas tinha ciência de que não podia mais tentar. A menina não chorava, só esperava eventualmente encontrar um motivo para sorrir. Buscava, em pessoas, em livros, em fórmulas, em ruas e casas...buscava mesmo sem saber o que a aguardava. E um dia ou uma noite em que se viu prostrada ao pé de uma estrada a menina decidiu: "Se de tudo eu não for nada, vou sozinha, sigo calada".

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Sensatez do Ser Corajoso.

Não sentimos tudo aquilo que devemos e não falamos tudo aquilo que queremos. Deixa-se limitar aquele que não tem coragem ou aquele que é sensato, mas a linha entre os dois não é tão tênue como dizem tantos. O ser que sente é o mesmo que quer se expressar e até o que não sente deseja que isso seja comunicado, pois afinal, temos necessidade de libertar os pensamentos ou mesmo a plenitude do nada que nos pertencem.
Falar e não sentir ou sentir e não falar é um traço comum daqueles que se limitam à mediocridade emocional através de mentiras, omissões ou inibições. Por medo de externar sensações, somos capazes de esconder até de nós mesmos o potencial de sentir e isso nos leva a tolher a vontade de falar sobre qualquer coisa que remeta à emoções.
A verdade é que ninguém quer errar e todos sabem que os sentimentos e suas expressões, sem dúvida alguma, apresentam grandes riscos. Assim, fica estipulado que é mais simples ignorar ambos 'problemas' e seguir vazio do que enfrentar suas possíveis consequências. Entretanto, o mais difícil de toda essa epopeia sentimental é decidir quem é o sensato e quem é o covarde. Penso que o que torna essa definição um dilema é o fato de que qualquer um faz de tudo para se justificar e se provar incorrigível e desse jeito, nos tornamos todos uma multidão de sensatos mesmo quando nos privamos daquilo que pode nos libertar e fazer feliz.
Que não vire mania mas um mero hábito do ser humano fazer a si próprio o favor de sentir mais. Sinta paixão, nervoso, sinta frio ou calor no mais figurado dos sentidos, sinta raiva, vez ou outra, mas sempre sinta o dobro de vontade de falar sobre isso. Grite, cante ou chore mas expresse o que precisa e o que quer. Incógnitas não servem para nada a não ser que haja alguém que as possa decifrar. Seja sensatamente corajoso e faça transparecer o que te faz existir!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Poder e Não Querer.

Eu nasci chorando. Chorava quando tinha fome e não sabia dizer e ainda mais quando queria colo. Chorei de pirraça, chorei por levar bronca por causa da pirraça, chorei pra disputar atenção com minhas irmãs e porque não queria comer salada. Chorei quando tive que mudar de cidade, quando não via mais vovó e meus primos todos os dias. Quando meu gatinho morreu, eu chorei. Quando vi mamãe e papai brigando, também. Quando tive minha primeira discussão com uma amiguinha ou quando mamãe não deixava eu ir pra casa dela passar a noite só soube chorar. Quando meu primeiro amor puxou meu cabelo ao invés de me dar um beijinho no rosto ou segurar minha mão, eu chorei. Troquei de colégio e me pus a chorar, levar bronca de professora foi só mais um motivo. Minha irmã me delatava pra minha mãe e eu chorava de raiva. Chorei ao pensar em fugir de casa e ao notar que não seria nada sem mamãe. Chorei de coração partido, ah como chorei. Chorei de brigas sem motivo, ah como chorei! Chorei de tanta saudade e de tanta vontade, chorando me vi também de tanto arrependimento. Fui embora outra vez e chorei nos ares, chorei na terra e chorei no mar. Voltei chorando, coração apertado, já havia aprendido o que é amar. Briguei mais, e tirei notas baixas, tomei um porre e acabei chorando por tudo ao mesmo tempo. Chorei rápido, chorei devagar, chorei alto e baixinho só pro travesseiro escutar. Senti na pele a ilusão e mais uma vez eu me acabei de chorar. De dor física, de dor sentimental, de dor na teoria e dor na prática, chorei. Me escondi pra chorar e chorei pra me mostrar. Deus e eu sabemos o quanto e o por que de cada vez que eu chorei!
Mas à beira de outro choro me lembro, de repente, que também de alegria eu chorei. De rir gostoso com amigas "meu olho chorou". Depois do alívio e depois do perdão lágrimas caíram com facilidade e ainda mais eu chorei quando conheci A Verdade. Vendo filmes e lendo livros, caí no choro tantas vezes, logo logo aprendi a chorar por pena dos outros e não de mim mesma. Percebi que podia mas não queria chorar, passei a chorar só quando precisava, quando alguém partia e não mais voltava. Hoje mesmo, que vontade de chorar mas desse jeito cheguei a uma conclusão: Chorei de tristeza e de muita emoção e de repente me vi cansada de chorar e foi bem ai que eu decidi parar. Afinal, se eu já nasci chorando, para que continuar?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Funções,Causas e Efeitos.

Análise incompleta e impertinente mas ainda assim, muito importante de algo que todos nós conhecemos, ou melhor, sentimos bem: A saudade.

"Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela." Carlos Drummond de Andrade
A conjugação de verbos no pretérito tem uma capacidade incrível de instalar em nós um tormento cuja proporção é variável e cuja solução, muito pelo contrário, é única. Não me entendam errado, nem tudo o que é passado deixa saudade assim como nem tudo que é futuro causa surpresa. O importante é que se alguma coisa lhe faz falta significa que foi algo bom e memorável.
Há vezes que sentimos falta daquilo com que estamos muito acostumados. Sentimos falta de nossos pais, de nossa cidade natal, sentimos falta do antigo colégio e assim por diante. Outras vezes temos saudade daquilo que correu ligeiro por nossas vidas mas marcou tanto quanto ou ainda mais do que qualquer rotina e qualquer costume. De todo jeito, quando nos damos conta de que algo ou alguém que tanto nos faz bem, não está mais lá, há um choque interno que dá origem à saudade. Esse sentimento que surge quase que instantâneamente dita suas ações, pensamentos e claro, outros sentimentos seguintes, e não há muita coisa a ser feita além de aceitar e conviver.
Para quem acha que a saudade não serve para nada além de torturar, intrigar e chatear eu tenho uma notícia: a impressão de falta e vazio que se tem é útil em vários aspectos justamente por interferir em âmbitos diversos de nosso sistema. Desse jeito tomamos decisões, sábias ou não; formamos opiniões e até teorias e mais; temos a oportunidade de remanescer o quanto for possível sobre o assunto. Enquanto houver a saudade, tudo permanece onde estava, por mais longe que esteja, por mais inalcançável que seja. É essa a beleza de um sentimento obscuro que aflige a tantos.
A grande verdade é que a dualidade invade o indivíduo saudoso e é isso que causa o sofrimento. Não saber se a distância vai machucar ou fazer bem, se é para sempre ou por um segundo, é isso que atormenta: o constante não saber. E se a saudade não for recíproca? E se não vale a pena o tempo perdido? Quase nunca há uma certeza e é por isso que dói estar longe do que se gosta.
Por fim, a saudade é lembrança, é fonte inesgotável de água que não jorra mais e se lembranças (tanto as doces quanto as amargas) nos servem bem, também deve a saudade valer de alguma coisa para nós. Por outro lado, já que tudo é dualidade quando se pensa em sentimento, Clarice Lispector já disse: "Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem." Concordando com ela só posso pensar que apesar de seus valores, a saudade transtorna e transforma e seja isso bom ou ruim, a ambiguidade traz a confusão e a confusão nos faz perder a calma e isso leva à nostalgia e complicações que deveriam ser evitadas. E como evitá-las? Como já disse, só há uma solução: amar mais o que nos faz falta do que odiar a distância que nos separa.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma Metáfora.

O mundo prepara para nós cenários, imagens que nos servem muito como exemplos para experiências pelas quais vamos passar. São metáforas, analogias que, àqueles que atentam para elas, despertam curiosidades e pensamentos sobre como a vida, em toda forma e aparência, tem tanto significado.
Um dia alguém me falou sobre uma dessas metáforas que me impressionou um pouco e isso foi só porque é incrível como uma coisa tão pequena pode fazer tanto sentido e se encaixar tão bem em situações da nossa vida. O cenário é o seguinte: imagine uma mariposa, ou qualquer inseto que o valha; grande, pequeno, enfim, daqueles bichinhos que ninguém gosta. Imagine um desses fazendo o que eles mais gostam de fazer, rodopiar em volta de lâmpadas. E lá está a mariposa rodeando aquele objeto tão brilhante, tão chamativo... e por longos minutos, quem sabe horas, ela é capaz de fazer os mesmos movimentos, simplesmente por sentir-se atraída por aquele transmissor de calor e luz que é capaz de torná-la quase que hipnotizada. É engraçado pensar em como isso pode se relacionar à nós humanos, inteligentes e sensatos (ou pelo menos aqueles que o são) mas, a grande sacada vem a seguir.
Esses insetos provavelmente não sabem do risco que correm quando ficam tão perto de objetos superaquecidos, tampouco sabem que podem vir a se machucar muito desse jeito. E o mesmo acontece conosco; não nos damos conta do perigo ao qual estamos expostos quando rodeamos "lâmpadas". O problema é que as vezes demoramos muito para perceber e admitir que estamos agindo como bichinhos acéfalos e o motivo para isso é bem claro: ninguém quer reconhecer-se tão cego, tão ignorante mas a verdade é que qualquer um está suscetível a isso.
Seja qual for a realidade por trás da metáfora, o importante é que procuremos sempre ser a "lâmpada", ou seja, não dependa de nada, nem ninguém para brilhar, iluminar o que for, mantendo sempre a resguarda que protege daqueles que pretendem tirar proveito de tudo isso. Não se compare nunca à mariposa que se engana e se arrisca ao redor de tudo que lhe atrai, sabendo ou não dos riscos que lhe oferece. Ao final de tudo, a lâmpada pode ser um pouco perigosa mas, vale muito mais a força e intensidade do que a insistência e o despreparo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Down Memory Lane

Fotografias, cartas, objetos, poesias e livros. Trazem à memória, cheiros, gostos, lembranças de dias passados que tão raramente atingem nosso pensamento.
É nostalgia? É. É tristeza? É. É felicidade? Também. Revirar os armários, as caixinhas e gavetas sempre nos lembra alguma coisa e acho que essa é, indiscutivelmente, a melhor parte em um cenário de mudança.
Sentada no meu quarto com minhas melhores amigas, eu corri por uma vida quase inteira só lendo bilhetinhos trocados durante as aulas, redações feitas há anos atrás, músicas nem tão antigas assim, livros que me arrependo de nunca ter lido e outros que pretendo ler novamente. Alguns objetos dos quais não me recordava de ter, vários deles muito inusitados, trabalhos de escola, cartinhas de amigas e outras escritas por mim que nunca foram entregues. Foram tantas risadas e algumas 'quase' lágrimas e o mais impressionante é que eu sei que através dos anos, com todas as mudanças, com todos os efeitos, toda essa "tralha" vai sempre me encantar.
Eu tenho uma mania. Eu guardo tudo que a mim emociona, apela, de algum jeito. Tenho embalagens de chocolate, CDs gravados, cartões e convites de aniversário, tudo quanto me faça lembrar de alguma coisa que vale a pena ser lembrada. Sinceramente, não sei porque mas, guardo tudo isso como jóias preciosas que jamais se extinguirão e me trarão sempre as mesmas emoções.
Alguns podem perguntar, "De que vale isso tudo se você não vai morar mais na cidade, não vai mais conviver com aqueles que lhe ofereceram as memórias que quer tanto guardar?" Sem hesitar eu digo o valor dessas bugigangas. Exatamente por saber que as coisas jamais podem permanecer as mesmas, por ter experimentado mudanças irreparáveis, eu e tantas outras pessoas, gostamos de armazenar, pedacinhos do que já foi, do que já significou algo, e por mais incrível que pareça, guardar tudo isso ajuda, e muito, a 'trazer de volta' os momentos do passado.
Mais uma vez, eu admito que é tudo um acúmulo de nostalgia que nem sempre vale tanto a pena assim mas, é inevitável para mim sentir tudo que sinto ao me deparar com essas lembranças e é um pouco assustadora a visão de como tudo mudou. De qualquer jeito, correr por cantinhos obscuros da memória é e sempre vai ser algo de muito interessante a fazer.
Algumas vezes, quando nos sentimos um pouco sem rumo ou talvez quando as indecisões são maiores que as certezas, o melhor a fazer é relembrar dos lugares por onde já passamos, de onde viemos, de quem nos cativou e a quem cativamos pois isso tudo faz parte de quem somos e certamente nos permite descobrir as pessoas que um dia seremos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Certo" ou "Errado"

Com toda certeza, todos os seres pensantes desse mundo já debateram sobre o que é "certo" ou nem tanto. E o mais interessante é que essas questões geralmente surgem depois que alguém fez algo de "errado". Quando você cola em um teste, quando você mente para sua mãe, quando você trai seu namorado ou namorada, a primeira coisa que lhe aparece é um sentimento de culpa, mesmo que seja muito pequeno, e a não ser que você seja um 'outlaw' completo, você sente. Até ai, não há nada de surpreendente. O que vem a seguir é o meu objeto de estudo na presente postagem.
Quando você começa a se perguntar "Por que eu fiz isso?" ou a afirmar "Não devia ter agido assim"; é nesse momento que você passa a pensar sobre o que é "certo" ou "errado" e uma vez ou outra, você fica chocado com a sua própria conclusão. Sinceramente, e sem querer plagiar meu querido (ou não) Albert Einstein, tudo é relativo. Quem sabe se você não colasse naquele teste você repetiria o ano e se tornaria depressivo e se mataria meses depois. Talvez, se você dissesse pra sua mãe que estava matando aula quando ela te perguntasse onde você estava, você ficaria de castigo eternamente e perderia a chance de ir a um show imperdível. E o pior cenário, a traição pode ser um meio de te fazer enxergar quão infeliz você é com seu atual relacionamento. Independente de tudo isso, é "errado" colar, mentir e trair, entre outros mil pecadinhos que podemos cometer mas, se na hora sentimos que é a coisa "certa" a fazer, será então que é tudo tão incorreto assim?
Ultimamente tenho me deparado com muitas situações de "certo" ou "errado" e cheguei a uma teoria. Se você pensa que alguma coisa é "errada" antes de fazê-la, você provavelmente está "certo". Confuso? Explico: de nada adianta dizer que algo é "errado" depois de ter feito, entretanto, se você não pensou que era ruim antes, pode ser que não seja mesmo, ao fim das contas, entendeu? Ou seja, se o cérebro que Deus te deu te disser "OW!! Não faça isso, É ERRADO!", vale a pena repensar o assunto, caso contrário, se o momento te disse "Sim, é isso que você quer" nada nem ninguém vai te impedir, esteja "certo" ou "errado", seja bom ou ruim, você vai seguir em frente e correr o risco enorme de se arrepender, ou não, em um futuro não muito distante.

segunda-feira, 29 de março de 2010

As Surpresas com as Quais Contamos

É pedir demais que não se crie expectativas sobre algum acontecimento ou alguma pessoa. Nós sempre temos uma teoria sobre o que vai proceder, sempre pensamos, por exemplo, o famoso "das duas, uma: ..." E é impressionante como assim mesmo, nos surpreendemos com o veredito.
Minha mãe já me disse inúmeras vezes que "a expectativa é o mal da humanidade" e tenho descoberto o por que aos poucos. Já que formular hipóteses é sempre a melhor maneira de ilustrar uma teoria, vamos à elas... Imagine que você esteja concorrendo a uma vaga para um estágio, ou coisa do tipo. Agora utilize o "das duas, uma:" para compor suas expectativas. "Das duas, uma: ou os caras gostaram pra caramba de mim e eu vou sair disparado na frente dos fracassados que estavam concorrendo comigo, ou eles vão me achar meio medíocre e contratar outro..." A não ser que você seja um depressivo, sem o menor quê de auto-estima, você vai sempre querer que seja a primeira alternativa, mesmo sabendo que tanto uma, quanto a outra são possíveis. E agora? E se você não for contratado, você vai ter que lidar com a ideia de que você é medíocre, como foi dito na segunda opção. Frustrações à parte, você vai detestar ter tido toda aquela perspectiva jogada no chão.
Por falar em frustrações, uma segunda hipótese agora. Você espera que uma certa atitude seja tomada por parte de alguém querido, ou não. Você quer sempre que as coisas vão de acordo com aquilo que lhe é favorável mas, todos sabemos que nem sempre, ou melhor, quase nunca é assim. Há no mínimo dois caminhos pra todas as situações com as quais nos deparamos e quando paramos para pensar nesses caminhos, estragamos as surpresas. Então, pode ser que aquela pessoa aja exatamente como você esperava, mas pode ser que o que você esperava não seja lá a melhor alternativa. Quando temos altas expectativas sobre tudo, temos altas chances de nos decepcionarmos e esse é o princípio de toda queda e de toda insatisfação que tantas vezes nos aflige.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um Mistério A Não Ser Resolvido

O que fazer quando sentimos algo que não queremos? Quando nós aprenderemos a realmente controlar os sentimentos? Será que somos nós, meros mortais, capazes de tal proeza?
Nada, nunca, não. São respectivamente as respostas para as perguntas acima. É muito difícil lutar contra a correnteza de emoções a qual estamos expostos e é mais difícil ainda não agir por impulso nessas horas em que somos levados por nossos sentimentos. Por que não podemos ignorar os momentos de raiva, as farpas que são constantemente lançadas contra nós? Não podemos simplesmente relevar as vontades que nos tomam em uma hora aleatória do dia? Seria bem mais legal se pudéssemos falar "Ei, eu não quero amar então não vou amar, tá certo?" Mas todos nós sabemos que isso é tão impossível quanto não sentir nada.
Freud tentou, Schopenhauer chegou perto mas ninguém conseguiu explicar porque sentimos as coisas que sentimos e ainda, porque essas coisas podem nos levar a pensar, agir, e olhar as situações de modo diferente. Não quero, eu, ser a primeira a descobrir esse mistério porque a surpresa pode ser uma tragédia.
Não importa o sentimento e nem a intensidade com que sentimos, vamos sempre sentir e serão raras as ocasiões em que poderemos regular tudo isso.
Portanto, não adianta fugir ou tentar explicar, somos humanos e temos as
emoções como nossos maiores e mais pesados fardos.