terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma Metáfora.

O mundo prepara para nós cenários, imagens que nos servem muito como exemplos para experiências pelas quais vamos passar. São metáforas, analogias que, àqueles que atentam para elas, despertam curiosidades e pensamentos sobre como a vida, em toda forma e aparência, tem tanto significado.
Um dia alguém me falou sobre uma dessas metáforas que me impressionou um pouco e isso foi só porque é incrível como uma coisa tão pequena pode fazer tanto sentido e se encaixar tão bem em situações da nossa vida. O cenário é o seguinte: imagine uma mariposa, ou qualquer inseto que o valha; grande, pequeno, enfim, daqueles bichinhos que ninguém gosta. Imagine um desses fazendo o que eles mais gostam de fazer, rodopiar em volta de lâmpadas. E lá está a mariposa rodeando aquele objeto tão brilhante, tão chamativo... e por longos minutos, quem sabe horas, ela é capaz de fazer os mesmos movimentos, simplesmente por sentir-se atraída por aquele transmissor de calor e luz que é capaz de torná-la quase que hipnotizada. É engraçado pensar em como isso pode se relacionar à nós humanos, inteligentes e sensatos (ou pelo menos aqueles que o são) mas, a grande sacada vem a seguir.
Esses insetos provavelmente não sabem do risco que correm quando ficam tão perto de objetos superaquecidos, tampouco sabem que podem vir a se machucar muito desse jeito. E o mesmo acontece conosco; não nos damos conta do perigo ao qual estamos expostos quando rodeamos "lâmpadas". O problema é que as vezes demoramos muito para perceber e admitir que estamos agindo como bichinhos acéfalos e o motivo para isso é bem claro: ninguém quer reconhecer-se tão cego, tão ignorante mas a verdade é que qualquer um está suscetível a isso.
Seja qual for a realidade por trás da metáfora, o importante é que procuremos sempre ser a "lâmpada", ou seja, não dependa de nada, nem ninguém para brilhar, iluminar o que for, mantendo sempre a resguarda que protege daqueles que pretendem tirar proveito de tudo isso. Não se compare nunca à mariposa que se engana e se arrisca ao redor de tudo que lhe atrai, sabendo ou não dos riscos que lhe oferece. Ao final de tudo, a lâmpada pode ser um pouco perigosa mas, vale muito mais a força e intensidade do que a insistência e o despreparo.

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