quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De Sorrisos e Cicatrizes

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
[O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupéry]
Todos nós já ouvimos esta frase alguma vez em nossas vidas.
Alguns a repetem tantas vezes para seus filhos e amigos, e ainda
assim essas palavras jamais se tornarão um clichê, e a razão para
isso é que todos estamos sinceramente muito preocupados com
nossas responsabilidades e com aquilo que cativamos.
Há uns dias atrás, estava refletindo sobre o valor dessa frase e
cheguei a conclusão que nós também nos tornamos eternamente
responsáveis por aquilo que machucamos. Explico: É notável que
quando somos feridos, emocionalmente por alguém, lutamos para
nos tornarmos o mais diferente possível de tal pessoa, no entanto
o que ocorre é o contrário. A pessoa que te fez sofrer com traição
deixa em você uma cicatriz que por vezes te fará trair. Se você sofreu
com críticas e maledicências, você ganhará uma mente crítica e
maldosa. Se o que te machucou foi a ausência de alguém, a indiferença,
você vai querer agir da mesma maneira com outra pessoa, para, de
certa forma, retribuir a cicatriz.
É uma triste verdade. Deixamos pequenos fragmentos daquilo que
pensamos e até falamos espalhados por ai, e eles serão usados por
tais pessoas que cativamos ou machucamos, para o bem e para o mal,
respectivamente. É inevitável a criação de laços e desfazê-los pode vir
a ser bem mais complicado do que imaginamos.
Na nossa condição de humanos nós só podemos observar as situações
se desenrolando e se transformando em fatos. Nós nos tornamos
responsáveis por esse desenrolar das ocasiões e implantamos fardos,
que muitas vezes nós nem mesmo conhecemos, naqueles com quem
nos relacionamos. Seria fácil interagir com os outros sem nunca nos
preocuparmos com o que vem adiante, mas por prévia experiência, nós
sabemos que não é assim. Nós deixamos, sorrisos, saudades, emoções,
lembranças, maldades, sofrimentos, enfim, cicatrizes em todos aqueles
com quem convivemos e depois disso, nos responsabilizamos por cada
um desses rastros, nos tornando também responsáveis pelas próprias
pessoas e por seus atos.
Por fim, eu advirto que preste muita atenção para todos esses fatores
e, se algum dia você já foi machucado, não saia por aí destribuindo
ofensas e indiferenças, tente realmente ser melhor que aquele que implantou tais fardos em você pois ninguém quer ser responsável por falhas e fracassos,e o surpreendente é que ninguém precisa sê-lo se ao menos tentar evitar todo esse caos emocional.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Cúmulo do Egoísmo

Algumas vezes temos que torcer pelo erro do outro para que nós obtenhamos sucesso. Aparentemente, isso tem sido muito frenquente nos meus dias.
O que as pessoas não entendem é que isso é apenas natural do ser humano e eu, particularmente, apenas prefiro torcer pelo meu sucesso, do que contribuir para o fracasso alheio. Eu não faço manobras absurdas para garantir a falha do meu próximo mas, não vou ser hipócrita em dizer por exemplo que, prefiro ver outras pessoas se classificando no vestibular enquanto eu fico para trás. Ou então que fico super contente quando aquele cara sem noção pega o último exemplar do livro que eu mais queria na livraria...
Bom, competições estão ai para serem vencidas. Alguém tem de chegar primeiro, conquistar o melhor posto, causar inveja nos outros, esbanjar aptidão. É a lei natural das coisas e nesse caso, eu prefiro ser esse alguém, mesmo sabendo que não posso sempre ser a melhor em tudo.
Não me levem a mal, não me entendam errado mas, admitam também que todos nós temos, por baixo das camadas de simpatia e generosidade, um manto de egoísmo que não fica evidente toda hora, e quem sabe não fica evidente "at all", mas ele existe e quando tomamos o posto de egoístas, só há uma coisa a fazer: torcer sempre e apenas, para o próprio sucesso!