sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fora de Forma

Estou precisando de uma terapia sabe... As coisas tem sido
muito rápidas e muito duras comigo. As vezes, não tenho como
explicar a torrente de pensamentos, teorias, sentimentos e até
mesmo de irracionalidades que correm pela minha cabeça.
Tudo entra em conflito; o passado, o presente, e ainda mais
o futuro e isso tudo me leva a uma nostalgia insuportável que,
já há um tempo, tem me torturando!
Acho que talvez eu devesse mesmo retomar minhas "escrivinhanças."
Pelo menos assim, eu organizo um pouco do muito que encontro
largado na minha mente.
Se as palavras pararem de fazer sentido, não estranhe. Mas
prometo que vou fazer meu melhor ao explicitar cada pontinho
do que eu tenho a escrever.
Relendo o primeiro parágrafo, notei que mencionei sentimentos
que passam pela cabeça e não pelo coração... Ao começar por
ai, já podemos notar que os fatores não estão muito bem ordenados.
E a nostalgia? Não deveria ser trazida por lembranças do passado
ao invés de pensamentos no futuro? Tem sido difícil entender...
Mas eu espero sinceramente, conseguir. Antes do ano terminar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De Sorrisos e Cicatrizes

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
[O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupéry]
Todos nós já ouvimos esta frase alguma vez em nossas vidas.
Alguns a repetem tantas vezes para seus filhos e amigos, e ainda
assim essas palavras jamais se tornarão um clichê, e a razão para
isso é que todos estamos sinceramente muito preocupados com
nossas responsabilidades e com aquilo que cativamos.
Há uns dias atrás, estava refletindo sobre o valor dessa frase e
cheguei a conclusão que nós também nos tornamos eternamente
responsáveis por aquilo que machucamos. Explico: É notável que
quando somos feridos, emocionalmente por alguém, lutamos para
nos tornarmos o mais diferente possível de tal pessoa, no entanto
o que ocorre é o contrário. A pessoa que te fez sofrer com traição
deixa em você uma cicatriz que por vezes te fará trair. Se você sofreu
com críticas e maledicências, você ganhará uma mente crítica e
maldosa. Se o que te machucou foi a ausência de alguém, a indiferença,
você vai querer agir da mesma maneira com outra pessoa, para, de
certa forma, retribuir a cicatriz.
É uma triste verdade. Deixamos pequenos fragmentos daquilo que
pensamos e até falamos espalhados por ai, e eles serão usados por
tais pessoas que cativamos ou machucamos, para o bem e para o mal,
respectivamente. É inevitável a criação de laços e desfazê-los pode vir
a ser bem mais complicado do que imaginamos.
Na nossa condição de humanos nós só podemos observar as situações
se desenrolando e se transformando em fatos. Nós nos tornamos
responsáveis por esse desenrolar das ocasiões e implantamos fardos,
que muitas vezes nós nem mesmo conhecemos, naqueles com quem
nos relacionamos. Seria fácil interagir com os outros sem nunca nos
preocuparmos com o que vem adiante, mas por prévia experiência, nós
sabemos que não é assim. Nós deixamos, sorrisos, saudades, emoções,
lembranças, maldades, sofrimentos, enfim, cicatrizes em todos aqueles
com quem convivemos e depois disso, nos responsabilizamos por cada
um desses rastros, nos tornando também responsáveis pelas próprias
pessoas e por seus atos.
Por fim, eu advirto que preste muita atenção para todos esses fatores
e, se algum dia você já foi machucado, não saia por aí destribuindo
ofensas e indiferenças, tente realmente ser melhor que aquele que implantou tais fardos em você pois ninguém quer ser responsável por falhas e fracassos,e o surpreendente é que ninguém precisa sê-lo se ao menos tentar evitar todo esse caos emocional.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Cúmulo do Egoísmo

Algumas vezes temos que torcer pelo erro do outro para que nós obtenhamos sucesso. Aparentemente, isso tem sido muito frenquente nos meus dias.
O que as pessoas não entendem é que isso é apenas natural do ser humano e eu, particularmente, apenas prefiro torcer pelo meu sucesso, do que contribuir para o fracasso alheio. Eu não faço manobras absurdas para garantir a falha do meu próximo mas, não vou ser hipócrita em dizer por exemplo que, prefiro ver outras pessoas se classificando no vestibular enquanto eu fico para trás. Ou então que fico super contente quando aquele cara sem noção pega o último exemplar do livro que eu mais queria na livraria...
Bom, competições estão ai para serem vencidas. Alguém tem de chegar primeiro, conquistar o melhor posto, causar inveja nos outros, esbanjar aptidão. É a lei natural das coisas e nesse caso, eu prefiro ser esse alguém, mesmo sabendo que não posso sempre ser a melhor em tudo.
Não me levem a mal, não me entendam errado mas, admitam também que todos nós temos, por baixo das camadas de simpatia e generosidade, um manto de egoísmo que não fica evidente toda hora, e quem sabe não fica evidente "at all", mas ele existe e quando tomamos o posto de egoístas, só há uma coisa a fazer: torcer sempre e apenas, para o próprio sucesso!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pontos Decisivos

Eu simplesmente odeio o fato de que, na vida, temos tantas coisas
para decidir e ainda assim, tudo isso é muito mal distribuido.
O que eu quero dizer é que geralmente, temos um dia ou uma
semana que podem mudar nossas vidas completamente, como por
exemplo, o dia de uma prova de vestibular, ou a última semana
de provas do Ensino Médio... Por acaso, eu estou no meio dos dois.
Tomamos decisões o tempo todo mas, no fundo, temos alguns
pontos decisivos que ditam se tomamos as decisões certas, ou não.
Ah, esses pontos! Os dias em que a gente se toca que devia ter feito
certa coisa, ou outra; os dias em que a gente deseja que nem tudo
estivesse tão em nossas mãos como, realmente, está.
É, gente...
-Não é fácil - já dizia minha irmã - Quem diz que é, tá mentindo!
Palavras sábias que, quem sabe, não têm lá muito significado, mas
que dependendo do contexto, podem se encaixar perfeitamente.
Esses pontos decisivos - os quais todos tememos e para os quais todas
as nossas escolhas, ao longo de um certo tempo, convergem - são,
na verdade, os juízes de nossos caminhos e ao chegarmos neles,
devemos sempre pensar positivamente certo? Certo, mas vamos
confessar, alguém já foi para uma prova de vestibular pensando
"Aaah cara, hoje eu vou acertar todas as questões, vou passar em
primeiro lugar, ganhar uma bolsa integral e ser o cara mais bem-
sucedido do país!"? NÃO. No fundo, todos nós temos medos. Medo
de não conseguirmos o que queremos, medo de nos arrependermos
por termos tomado um ou outro atalho, medo de frustrar os outros,
e medo de frustrarmos a nós mesmos. É isso que nossa vida nos oferece
quando chegamos a um ponto decisivo e é disso que eu morro de
vontade de fugir.
Decidir, por si só, já é uma coisa difícil, ver o lugar ao qual todas essas
decisões nos levam então, é uma das piores tarefas da qual todos
devemos nos encarregar. A verdade é que, não importam quais foram
as nossas escolhas, elas sempre nos trazem alguma consequência e não
adianta querermos fugir, os pontos decisivos da nossas vidas sempre chegam.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Details In The Fabric

I'm really trying to figure out a way to make time run by instead of jut pass by. We all know how it feels to be kind of pointless, or even course less. Like we have nothing to hold on to or nowhere to go. It's silly to think about the places we go as life changers, but really, they are. Everywhere we go, everyone we know, everything we feel, that is different to what we're used to, affects us, somehow. Sometimes, we learn things, we take good pieces from that, but other times, it can destroy us instead, it has a way to take things from us instead of contributing with what we already have. I think of some people and all I can say is that they took a lot from me and gave me nothing in return, I go through situations in my days that teach me nothing but grieve and sorrow, until finally, I feel some things that lead me nowhere and show me what I'd rather not see. How can I explain stuff like these? How can I let that happen or even better, how can I stop it from happening? Do I shut myself in and expect that nothing will ever change me? Could I pretend nothing is changing me while I’m actually going through transformations I don't want to? I can't answer any of that and it's been my source of most frustration. Do you know how it feels to want to forget about everything, live on your own and not pay attention to any of the signs around you? Have you ever thought about locking everybody out and learning from yourself and no one else? Wouldn't it be great if we could do it? This is how time runs by. When I’m alone, trying to shake things over, trying to understand what makes me desperate or maybe reminiscing over lost moments. That's when time decides to be unfair, that's when I can't notice the minutes or the tears wasted. Otherwise, the seconds drag by, pointing out the difficulties of sharing too much or too little, pointing out the troubles I can get myself in once I let people in, showing me how I go nowhere when I depend too much on someone. It sucks. I need to learn how to live with myself and on my own as sad as it seems to be, as difficult as it sounds. It’s ok to feel these things, unusual, but ok. We all go through inner crises sometimes and we all have the power to get ourselves out of them. So I guess today is just a bad day, or this hour is a bad hour. Maybe I’ll feel better in 10 minutes or maybe it will take a few days. It doesn’t matter how long these crises take but how often they strike us. Those are the worst moments we can go through, but on the other hand, it’s when we learn the most about what we have inside.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Como diria Machado de Assis

"Tudo serão modas neste mundo, exceto as estrelas e eu..."
[Memorial de Aires]

As vezes eu penso que gostaria de ter vivido em 1890/1900, por ai.
Pode imaginar como as coisas eram bem mais fáceis? Eu te digo.
Tudo era mais fácil porque os celulares não nos perseguiam e o
cara que inventou o msn não tinha nascido ainda. Porque os pais
não se preocupavam com as besteiras que os filhos podiam estar
fazendo, e porque os filhos não tinham aulas no período da tarde.
Só o básico já trazia a maior felicidade, andar de bonde, passear com
o namorado - a pé, olhar relógios analógicos e ler romances na varanda...
Era mais interessante porque as cartas de amor eram profundas
e sinceras e não letras de músicas copiadas e coladas. As damas usavam
chapéus e saias compridas, os cavalheiros lhes beijavam as mãos e não
lhes tocavam as pernas, a não ser, claro, em momentos íntimos, de
preferência vindos após uma cerimônia de casamento.
O melhor de tudo, as pessoas não tinham medo de se apaixonar e
suas aventuras por amor iam além de fugir pela janela à noite.
Os rapazes não tinham medo de compromissos, muito pelo contrário
alguns tinham isso como um grande sonho!
Nossa, seria mesmo uma ótima ideia viver naquele tempo! Obviamente,
se eu não estivesse tão acostumada com os tempos de hoje em que tudo
se resolve por msn, em que meninas e meninos não pensam em namoro
muito menos, casamento. Um tempo em que tudo é menos sério e a
praticidade é o que importa, um tempo insensível, um tempo sem graça...
Olha, eu gosto do século XXI mas você há de concordar que o encanto
se perdeu com o passar de todos esses anos.
Ao observar meus avós que já são de uma geração "mais recente", eu fico
imaginando o que nossos netos vão pensar de nós, e ainda mais esquisito, o que nós vamos pensar de nossos netos. Será que tudo vai ser
tão diferente daqui a uns cem anos? Será que nossos herdeiros nos "envergonharão" como nós "envegonhamos" nossos antepassados?

Quanto pensamento estranho né? Mais estranho ainda é compartilhar isso
tão abertamente. Fazer o que, são os ossos do ofício.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

As ocasiões fazem os ladrões.

Estava pensando aqui, como eu gosto de pensar, em excesso...
Sobre as mil possibilidades que se apresentam perante nossos
olhos tão ingênuos, durante um dia comum. É mais impressionante
ainda a quantidade de surpresas que vêm com essas possibilidades.

Eu gosto de escrever sobre as coisas que acontecem comigo, pensando
sempre numa moral que pode estar por trás e a postagem de hoje não é
diferente porque, graças a ocasiões do meu dia, foi inevitável para mim
escrever sobre coincidências.
A vida é feita delas e todos nós as conhecemos bem! Coincidências
ruins feito o elevador quebrado justamente no dia que você está usando
salto ou o rapaz passando no momento em que você está pagando o
maior mico, essas nós chamamos de "Lei de Murphy" e é quando tudo
pode dar certo, mas alguém prefere que dê errado. As coincidências
boas como aquele pacote de biscoito no fundo da bolsa quando você
está com fome e a sintonia que se tem com alguém que você acaba
de conhecer, essas nós chamamos de "sorte" algo inesperado e que
vem em ótima hora. Temos também a danada da "ilusão" que de fato
encontra nossas expectativas, em hora certa e quase que de maneira
perfeita. Esta, no entanto, é a pior das três. Perguntem-me o porquê de
eu achar que a ilusão pode ser uma coincidência. Eu respondo na hora!
Porque as consequências, nos dois casos, são as mesmas já que em
coincidências, sejam elas ruins ou boas, nós, primeiramente, nos sentimos
surpresos porém, não demora muito para que essa sensação logo passe
e se torne algo complicado e sem muito sentido. Vamos recapitular:
aquele pacote de biscoitos no fundo da bolsa pode estar todo quebrado o
que vai espalhar migalhas pela sua roupa nova. O rapaz que passou na hora do mico pode se apaixonar por você exatamente por causa disso.
O elevador quebrado pode ter te salvado de um péssimo encontro
com a sua síndica e assim por diante... As coincidências e as ilusões
nos tiram do sério e nos fazem sonhadores. Quem nunca imaginou algo
do tipo, "E se eu tivesse saído 2 minutos antes?" ou "Devia ter vestido
aquela outra calça..."? Coincidências acontecem e não podemos evitar
e nem muito menos planejar, só podemos esperar que uma ou outra
aconteça, ou não. O mesmo se aplica às ilusões, quer dizer, mais ou menos... As ilusões podem ser planejadas, mas não por quem as tem e sim por quem as "distribui" por ai feito panfletos de festa. Podem vir em nosso favor ou para a nossa desgraça a questão é que elas vem!


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

In My Life


Dia inesquecível! Por causa da chuva incessante
e da provinha básica de física? Definitivamente não.
Hoje, eu e minha amiga Babi comprovamos que matar
aula pode ser muito produtivo!
Depois da rajada de classes intermináveis da parte da
manhã, decidimos que não compareceríamos às aulas
da parte da tarde. Tremendamente inconsequentes e
irresponsáveis? Mais uma vez, não. Os professores não
iam mesmo fazer nada de interessante então nós decidimos
comprar maravilhas no McDonald's e vir para minha casa
assistir filmes e ficar na internet, o que, de fato, foi mais
legal do que assistir documentários na aula de História
e fazer exercícios inúteis (ou nem tanto) na aula de Química...
Bom, não quero fazer disso aqui um diário mas,
é importante dizer que o caminho para casa, com; sacola
do Mc, copos de refrigerante, guarda-chuva, fichário e
bolsas, foi no mínimo peculiar. Procuramos um táxi mas não
achamos, paramos no meio da rua para organizar os fardos,
paramos para descansar na galeria...enfim os momentos foram
muitos e sem exceção alguma, engraçados.
Meu ponto é: imaginem eu, uma adolescente apressada e
impaciente, fazendo isso tudo sozinha! Pode ser que eu não
tivesse tudo aquilo pra carregar ou não fosse matar aula mas,
vamos pintar a cena do jeito que foi, tirando apenas a doce
companhia de uma amiga... Já entenderam né? Tudo que eu
quero dizer é que os amigos, aqueles poucos e bons, os que te
entendem e te completam, fazem de todas as ocasiões, ocasiões
especiais. No momento em que paramos e rimos de nossas
figuras atoladas sob aquela chuva maldita eu entendi que sem
a Babi, eu não estaria rindo nem um pouco. No momento em que
não achamos um táxi disponível, eu entendi que juntas nós nem
notaríamos a distância percorrida. E no momento em que chegamos
à casa e compartilhamos uma tarde chuvosa, eu entendi o quão
importante é ter uma amiga como essa. Tão próxima que chega
a ser irmã, tão importante que chega a ser capaz de transformar
os revezes em comédia e as comédias em memórias.

I thank you friend
For all the times we don't pretend
For all the memories that we keep
and for this love that is so deep.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Que comece a tietagem!

Hoje minha vida estava muito normal.
Acordei, tomei banho, toquei violão, comi qualquer coisa
e sai pro colégio. Durante as primeiras aulas tudo OK tirando
o ataque de riso que tive por um motivo muito particular
e que é melhor nós esquecermos... Enfim minutos depois da
minha aparição indesejada, minha amiguinha Isabelle me chama...
Eu tava crente que ela fosse dizer algo do tipo "Que escândalo heim
menina!" mas não. Ela disse as 9 palavras mais doces e mais inesperadas
do meu ano e que agora eu cito:
"O JASON MRAZ VEM PRO BRASIL MÊS QUE VEM"
E ficou me olhando enquanto eu tinha um espasmo, (para não dizer outra
palavra similar) e dava pulinhos afobados, ainda sentada na cadeira.
É pra imaginar a cena mesmo heim, se não imaginar não tem graça
eu contar nesses detalhes... Ela então falou "Controle-se mulher"
Mas já era tarde. Eu já tinha passado a informação para Babi e nós
estávamos nos abraçando. Eu, quase em lágrimas, perguntei pra Belle
se ela tinha certeza e ela disse "Não, não.. estou mentindo, quis
pregar um peça...CLARO QUE TENHO NÉ!" Ela adora sarcasmo.
E a finalidade dessa postagem não é a divulgação do show. Não.
É só porque eu preciso escrever sobre isso em mais algum lugar
que não o Twitter, o Facebook e o Orkut.
O nome do blog e a primeira música da playlist talvez ajudem a
evidenciar meu amor por esse cara. Ele é um gênio e eu mal posso
esperar para vê-lo em carne e osso.
Ainda temos 50 dias pela frente. 50 dias de estudo árduo para que
eu passe no vestibular e minha mãe não me impeça de ir ao show.
Nossa, quando a gente menos espera recebemos notícias capazes
de colocar sorrisos em nossos rostos!
Que euforia!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A maldita empolgação.

Eu tinha grandes planos para a postagem de hoje.
Era sobre como eu me empolgo no início de tudo e blablabla.
Até cheguei a escrevê-la aqui mas, resolvi apenas salvar
e começar esta ao invés.
Notem como eu me empolgo demais com tudo... Mal comecei
esse blog e já penso "Oba! Vou escrever sobre isto" sempre que
chego a uma conclusão bacaninha.
Mas a questão é a seguinte: o que mais me encanta sobre escrever
é a autonomia. Eu gosto de escrever sobre o que quero então, será
que se eu tomasse isso por profissão eu me desapontaria? Devo
confessar que fiquei com um pouco de medo agora. Sempre que
sinto que um texto está meio "forçado" eu paro tudo e tiro um tempo
(por isso que eu tenho umas 7 músicas pela metade também...)
Agora, se é trabalho, é obrigação e se é obrigação, tem prazo pra
cumprir. Será que se eu virar pro Donald Hayner, editor chefe
do Chicago Sun-Times , e dizer que "preciso de um tempinho
porque o texto tava forçado" ele vai achar graça e me conceder
mais uns dias? Acho que não heim...
Quando as dúvidas surgem assim, tão de repente, elas têm sempre
um impacto maior na gente. Droga. Agora eu fico me perguntando
que tipo de jornalista eu seria, se é que seria e o porque de eu ter
me empolgado tanto com essa ideia.
Ai dúvida cruel e empolgação maldita!

domingo, 4 de outubro de 2009

Life is easy when it's cheesy

The other day, Willem, my adorable Dutch friend, told me that sometimes it seems like I live in a Grey’s Anatomy episode and that hearing about it was as addicting as watching the show. I found that particularly hilarious until I started thinking about it. Was it because the situations I usually go through are extremely absurd or because I’m such a drama queen? I mean, there are moments of my days that I feel like Meredith Grey, or others that I feel like Carrie Bradshaw out of Sex and the City, or even like Ugly Betty.

It’s funny when you start thinking that your life would be a huge hit if ABC started shooting it and displaying it to thousands of people. Hey, I’m not being shallow here I just think that maybe, everyone has their Beverly Hills 90210 moments and that they should all be remembered! Like yesterday, when my best friend and I went craaazy on a dance floor. Or when I was talking to Willem about being the “Alpha male” in a relationship…When your classmate steals your boyfriend or your mom freaks out because you’re wearing low cleavage. Oh! Even better when that guy you’re in love with kisses you under a pouring rain... Wow movie scenes you’ll never forget huh? Well, I guess we all have those moments that we keep in mind for a long time but, what if every moment was a Kodak moment? What if everything was cheesy like getting asked to prom at the perfect timing or proposing under a beautiful moonlight? We wouldn’t appreciate those things as much as we do right? So that’s my idea of a perfect life… Not one lived as if you were in a TV show, but one that has just bits of movie scenes, one that is real and made by you and not by some script writer that just wishes those things had happened to him instead! Yeah, our lives are never perfect they’re just filled with moments… Good or bad, they’re our moments and that’s really what matters!

So… Although I would love to find my McDreamy, I rather face the facts and realize that I do not live inside a TV show and that life moves as we walk and it changes as we talk.

sábado, 3 de outubro de 2009

Why are we all so naive?

1.having or showing unaffected simplicity of nature or absence of artificiality; unsophisticated;ingenuous.
2.having or showing a lack of experience, judgment, or information; credulous: She's so naive she believes everything she reads. He has a very naive attitude toward politics.
3.having or marked by a simple, unaffectedly direct style reflecting little or no formal training or technique: valuable naive 19th-century American portrait paintings.
4.
not having previously been the subject of a scientific experiment, as an animal.

Pra mim, a palavra naive ou em português,ingênuo/a, pode ser aplicada a muitas situações.
Às vezes agimos com ingenuidade e levamos anos para percebermos. No amor, na política, no colégio, na família, enfim, sempre que caímos em alguma armadilha ao acreditar em quem não merece credibilidade, podendo essa pessoa ser nós mesmos. É estranho pensar assim e podem me chamar de cética, mas creio mesmo nessa teoria e quem sabe, estou sendo muito ingênua ao fazê-lo.
Em todo caso, a ingenuidade não é só para os desprevinidos. Pelo contrário, continuamos agindo ingenuamente após várias experiências em uma única situação. Por exemplo, aquela sua amiga que vive caindo nas conversinhas de "Don Juans" e nunca aprende nada com as lágrimas que chora após ter seu coração partido. Aquela filha que acredita sempre que o pai só vem para vê-la. Ou então, aqueles pais que são cegados pelos atos dos filhos inconsequentes.
É sempre assim... Quando achamos que sabemos muito do assunto, quebramos a cara mais tarde ao vermos que mais uma vez, fomos pegos pela senhora ingenuidade. Chato isso né? Mas pense... quantas vezes ao dia você dá uma de Chapéuzinho Vermelho caindo nas garras do Lobo Mau? "Poxa, mas que visão pessimista menina!" Não é pessimismo, é só uma tentativa de não ser tão ingênua quanto estou fadada a ser. Já virou uma filosofia de vida mas eu seria ingênua se acreditasse que vou sempre segui-la.
Cansei de escrever a palavra "ingênua" e seus derivados e isso é, ao que me parece, o fim dessa postagem. Só um último pensamento por hoje e ai eu me retiro: Ser ingênuo não é o maior problema... o maior problema e não saber, ou não querer lidar com as consequências de tudo isso!